Pesquisa aponta que jovens estão transformando o mercado

Publicado em 29/04/2019 08:22  | Economia

Se antigamente um bom salário era o fator dominante para manter um funcionário ativo, hoje as empresas precisam repensar a estratégia, uma vez que a nova geração coloca na balança não só valor salarial, mas também o futuro de sua carreira. Uma pesquisa realizada pela empresa de marketing “Grupo Geometry” com cerca de dois mil jovens com idade entre 18 a 20 anos, apontou que “qualidade de vida” é o item mais valorizado entre eles, totalizando 38% das respostas. Em segundo lugar está a carreira (24%) e em terceiro lugar o dinheiro (19%), empatado com contribuição para humanidade.

    Para o diretor executivo da empresa Marketdata/WPP, David Whittaker, os resultados são um alerta para as empresas que tem índice de rotatividade de funcionários jovens cada vez mais alto por conta de insatisfação com valores propostos pela companhia. O empresário ressalta que eles valorizam empresas que os valorizem. Por exemplo, antigamente existiam problemas com os hobbies ou trabalhos paralelos dos funcionários e os millennials, que gostam de estar envolvidos em diversas coisas, valorizam os locais que vêem nisso algo positivo.

    Seguindo esta linha, bens materiais não são as principais aspirações que os entrevistados têm para o futuro. Casa própria (17%) e carros (11%) estão atrás de estudo (21%) e experiência de vida (19%). Projetos sociais e filhos empatam com 13% das respostas. Fama ou ter um canal no YouTube ocupam a última colocação com 6%. Segundo Whittaker, este dado surpreende pois rompe com a ideia de que, nos dias de hoje, a maioria dos jovens querem ser “youtubers”.

    Para o empresário, é inevitável que as empresas tenham que programar novos valores ou se adaptar para manter os jovens no quadro de funcionários e diminuir a rotatividade. O desafio é conquistar e manter as pessoas boas e ser transparente, “Se não nos adequarmos a realidade dessa nova geração, não vamos conseguir funcionários. E isso também ajuda a empresa virar uma lovemark. Acredito que quem não adota isso, tem que pagar mais caro para mantê-los”, afirma.


Fonte: Meio&Mensagem