Setor de Indústria e Serviços movimentam PIB no segundo trimestre

Publicado em 02/09/2019 12:35 

O crescimento de 0,4% da economia brasileira no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre, fez com que o país saísse da chamada recessão técnica, quando são registradas duas quedas consecutivas em relação ao trimestre anterior. Em valores correntes, o PIB desse período representa R$ 1,780 trilhão.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (29/08), a melhora foi consequência do desempenho dos setores da indústria e dos serviços, que cresceram 0,7% e 0,3%, respectivamente. 

O resultado da indústria foi influenciado pela expansão das indústrias de transformação (2%) e pela construção (1,9%). A indústria extrativa teve um tombo de 3,8%. 

Segundo a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio "Juntas, as indústrias de transformação e construção respondem por cerca de 70% do setor". Nos serviços, os resultados positivos foram das atividades imobiliárias (0,7%), comércio (0,7%), informação e comunicação (0,5%) e outras atividades (0,4%).

Apesar do resultado positivo, esse percentual, visto de forma mais ampla, reforça a dificuldade do país em retomar os níveis registrados no 1º trimestre de 2014. De lá para cá, a atividade econômica brasileira encolheu 4,8%, permanecendo em patamares similares há sete anos.



Comparação com 2018

 

Na comparação com o 2º trimestre de 2018, o PIB teve alta de 1% . Nessa comparação, a agropecuária cresceu 0,4%, puxada pelas lavouras de algodão e milho, que tiveram crescimento na estimativa de produção anual de 32,5% e 21,4%, respectivamente. 

A indústria teve expansão de 0,3%, principalmente graças à atividade de eletricidade e gás, água e esgoto, com o efeito das bandeiras tarifárias. A construção cresceu 2%, primeiro resultado positivo após 20 trimestres seguidos de queda nessa base de comparação. As indústrias de transformação cresceram (1,6%). Por outro lado, a indústria extrativa (-9,4%) teve sua queda mais acentuada na série histórica.

Todavia, o desempenho da economia continua fraco, o que reforça as previsões de que o país vai crescer menos de 1% em 2019, emendando o terceiro ano seguido de baixo crescimento. 


Fonte: UOL Economia; Fecomércio